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10 moedas raras e valiosas do Brasil e quanto valem

Dentro da numismática há uma classificação do grau de raridade das moedas. Mas, qual é o critério adotado para estabelecê-lo? Leia e descubra!

by Educação em Movimento
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Em suma, para que uma moeda seja considerada rara e, eventualmente, para que essa condição influencie seu valor de mercado, não basta que sua cunhagem tenha sido baixa ou que existam poucos exemplares oferecidos aos colecionadores e investidores, e muito menos a sua idade.

 

De modo geral, o que conta realmente é o conjunto de variáveis em que uma determinada moeda se insere.

Aliás, esses fatores como a quantidade existente de exemplares e a frequência com que a moeda aparece regularmente no mercado podem influenciar no seu grau de raridade.

Contudo há uma dinâmica nesse conceito, quando leva-se em consideração o estado de conservação da moeda pois um tipo moeda “comum” pode vir a ser tornar uma moeda “rara”.

 

O que classifica uma moeda como rara?

O papel-moeda possui valores nominais (escritos) e valores reais (poder de compra, cotação), todavia, há ainda outro fator no mercado que pode elevar o preço de uma cédula ou uma moeda: seu valor histórico.

 

Isso se aplica por exemplo a Peça da Coroação que estampa a imagem de Dom Pedro I na moeda de 10 centavos. Aliás, esta é a segunda menor do País, e é também a moeda mais valiosa já cunhada no Brasil. Veja abaixo outros exemplares raros e valiosos.

10 moedas mais valiosas do Brasil antigas e modernas

Se você está guardando suas moedas para vender por um valor maior no futuro, confira quais delas são as mais valiosas. Certamente, os adeptos a numismática colecionam desde moedas antigas, a moedas atuais como as das Olimpíadas, entre outras que podem estar ou não nessa lista:

 

1. Moeda de 1 real dos Direitos Humanos de 1998

A moeda mais valorizada do Real é a que foi feita uma homenagem ao cinquentenário da ‘Declaração Universal dos Direitos Humanos’. Foram somente 600 mil moedas feitas, e o preço pode chegar até R$ 200,00.

2. Moeda de 10 centavos de 1999 e 2000

Entre as moedas de R$ 0,10, essas também são as de menor quantidade de produção. Aliás, a de 1999 é a mais rara. Elas podem valer até R$ 50,00 para colecionadores.

 

3. Moeda de 5 centavos de 1999 e 2000

Entre as moedas de R$ 0,05, essas edições foram as que menos tiveram tiragem, a de 1999 vale ainda mais por ser mais rara. Com efeito, os colecionadores pagam em torno de R$ 40,00 por exemplar.

4. Moeda de 1 real da bandeira olímpica de 2012

A moeda de R$ 1,00 da bandeira olímpica de 2012 vale hoje cerca de R$ 20,00, e teve menos de 2 milhões de exemplares feitos.

 

5. Moeda de 1 real de 1999

Esta moeda de 1 real foi uma das que menos tiveram produção até hoje. Com apenas 3,84 milhões e pode valer até R$ 12,00.

6. Moeda comemorativa 400 anos do Brasil

A maior moeda produzida no Brasil é de 1900, comemorativa por ocasião ao aniversário de 400 anos do descobrimento do Brasil.

 

A de valor mais alto da série de 4 moedas de prata, 4000 réis, mede 50,6 mm de diâmetro. Provavelmente, foram as primeiras moedas feitas especialmente para colecionadores, por não ser de circulação comum. Desse modo, seu valor pode ultrapassar os R$ 200,00.

7. Dobrão de 20.000 Réis de 1724

Mais conhecido como a primeira moeda brasileira, o Dobrão foi uma moeda cunhada em ouro no país, no século 18. Ela é considerada a maior moeda de valor intrínseco circulado no mundo.

Além disso, o dobrão de 20.000 réis tem sua raridade aumentada por ter sido a moeda de maior valor comercial que já existiu no Brasil. As primeiras são datadas de 1724, Brasil Colônia: os dobrões oriundos das minas de Vila Rica, até 1727. Posteriormente, novas emissões durante o reinado de D. Pedro II que teve continuidade até o início da República.

 

Portanto, esses exemplares são bastantes raros e valiosos, podendo chegar a R$ 35 mil.

8. Moeda de ouro Pós República

As moedas de ouro produzidas a partir do início da República (1889) vieram a dar continuidade às emissões de D. Pedro II, com o intuito de realizar pagamentos ao exterior das contas brasileiras, sem ter uma circulação comum como as outras moedas.

Essas moedas não tem o seu valor gravado nelas. No entanto, quem quiser levar essa raridade para casa vai ter que desembolsar de R$ 4 mil a R$ 25 mil dependendo do valor da moeda.

 

9. Macuta Angolana

Apesar de fabricadas no Brasil, na Casa da Moeda do Rio de Janeiro, as macutas foram feitas para circular na Angola. Mesmo assim, é considerada parte de nossa numismática. As moedas de cobre valendo 2 macutas, produzidas em 1815 e 1816 são bem grandes, medindo 45 mm de diâmetro.

A moeda está classificada pelos especialistas como sendo da mais alta raridade. São apenas conhecidos três exemplares. Aliás, em um leilão mais recente, seu valor chegou a 10 000 euros.

10. Peça da Coroação

Por fim, essa moeda é a grande raridade e a mais valiosa do Brasil. A “Peça da Coroação” é comemorativa da coroação após independência proclamada por D. Pedro I.

As moedas não chegaram a entrar em circulação, pois Dom Pedro I desaprovou-as devido ao fato de nelas aparecer representado de busto nu, à feição dos imperadores romanos

Apenas 64 peças foram feitas, mas acredita-se que somente 16 ainda existem. Em 2012, uma delas havia sido leiloada em Chicago, por US$ 138.000. No início de 2014, foi arrematada em novo leilão em Nova Iorque, por quase US$ 500.000.

 

 

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